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sábado, fevereiro 08, 2014

Revelações!

No gabinete de Júlio Magalhães há dois relógios de parede: um a indicar a hora de Lisboa e outro com a do Porto, apresentando uma diferença de 60 minutos. Não é nenhuma provocação. Na última mudança de hora optou por actualizar apenas um relógio. “Quando mudar a hora de Verão já não preciso de mudar”, conta o director-geral do Porto Canal. Antes de se deslocar à ERC, que tinha levantado dúvidas sobre o novo accionista (FC Porto) e a sua influência nos conteúdos do canal, o M&P esteve à conversa com Júlio Magalhães. Tal como foi anunciado em 2011, garante, o FC Porto só concretizará a compra do Porto Canal à espanhola Mediapro, após três anos de gestão.
Meios & Publicidade (M&P): Está a cumprir dois anos enquanto director-geral do Porto Canal. Neste período, quais foram os momentos de maior audiência?
Júlio Magalhães (JM): Tivemos vários, mas sem dúvida que foram a inauguração do Museu do FC Porto, as duas galas de entrega dos Dragões de Ouro e os debates autárquicos.
M&P: Valeu então a pena fazer os debates das autárquicas quando mais nenhum canal se mostrou interessado…
JM: Nos debates autárquicos tivemos audiências fantásticas, ajudaram a fortalecer a marca Porto Canal e foram falados no país todo, inclusivamente nos fóruns na rádio. Às vezes, mais do que a audiência em si, é importante a projecção que se tem. Por exemplo, a última entrevista de Pinto da Costa ao Porto Canal [onde falou sobre arbitragem] teve uma audiência boa, mas todas as televisões pegaram nas imagens e isso dá-nos marca. Os canais de cabo não são de massas, de grandes audiências, são, sobretudo, de projecção de marca. Isto é um trabalho de um ano. Entrei em Fevereiro de 2011 mas só em Abril deixei a TVI com o professor Marcelo. Durante o Verão tivemos obras no estúdio. Só em Novembro é que começámos com a nova grelha. O que conta é o primeiro ano que terminou a 31 de Novembro.
M&P: Já tem o canal com o modelo que pretende ou está a meio de um processo?
JM: Queríamos eliminar o estigma de que isto era um canal do FC Porto. Não é igual ao Benfica TV, ao Real Madrid TV ou ao Barcelona TV. Quando o FC Porto assimiu o canal foi com a intenção de ter conteúdos balizados do FC Porto, que projectassem a sua marca, mas quis oferecer ao país um canal feito a partir do Porto. Durante muitos meses houve a percepção de que era um canal do FC Porto. O primeiro objectivo foi acabar com esse estigma e explicar ao mercado que é um canal como os outros. É um canal para o país, para os PALOP e que é visto no centro da Europa.
M&P: Mesmo no Porto existe essa percepção?
JM: No Porto e no Norte do pais o canal tem já uma penetração enorme. Normalmente ficamos à frente da SIC Notícias, da TVI 24 e da RTP Informação. Perdemos é na média nacional. O nosso foco é o Porto e o Norte. Queremos ir alargando o foco. Temos programas de entretenimento. Neste momento não existe nenhum canal como o Porto Canal. É o único, exceptuando se quiser a RTP2, que faz verdadeiro serviço público. Temos um programa de História e outro sobre ciência e investigação ligado às universidades, ambos em prime-time. Mais ninguém faz isto e quem tem estes programas põe-nos às duas ou três da manhã. Temos o Valter Hugo Mãe a fazer entrevistas a escritores em prime-time. Temos noticiários às 13h, 20h e 24h a fazer concorrência aos generalistas e ao cabo. Já entrevistámos Passos Coelho, Seguro, Jerónimo de Sousa, Louçã, os ministros vieram cá todos…
M&P: Vai ter de explicar isso na ERC, porque segundo as notícias, a percepção que a instituição tem sobre o canal é totalmente diferente.
JM: As pessoas fazem uma avaliação do canal sem o ver. Temos esta alavanca do FC Porto que é a maior instituição que existe no Norte e se calhar no país. Não conheço outra instituição que tenha a projecção que o FC Porto teve nos últimos anos. As pessoas estão agora a olhar para nós. Sentimos uma penetração grande nas regiões. Temos agora um programa sobre o Algarve. Temos cinema, programas sobre filmes, sobre música… Temos sete delegações, enquanto a RTP, a SIC e a TVI abandonaram completamente as delegações. Tem sido injusta a forma como o Porto Canal tem sido avaliado. O facto de não estarmos na capital tem estes custos, mas isso foi assumido desde o início.
M&P: Como consegue ter sete delegações?
JM: Porque temos acordos com comunidades intermunicipais. As delegações são editorialmente tuteladas por nós. Os acordos que fazemos visam também promover o que se faz nas aldeias, vilas e cidades, os eventos e as feiras, que levam milhares de pessoas mas que depois não têm visibilidade na televisão.
M&P: Mas só mantém as delegações a funcionar graças a esses acordos.
JM: Só é possível porque temos esse financiamento. Temos um orçamento muito rigoroso. É o menor orçamento de televisão que existe em Portugal. Anda à volta de dois milhões de euros, que permite fazer, por dia, 14 horas em directo. O programa da manhã é hoje igual ao da TVI ou SIC. Trás-os-Montes, Minho ou Aveiro, se não tivessem o Porto Canal, não apareciam em lado nenhum. As televisões nacionais, por causa da crise, fecharam e abandonaram as delegações. Mesmo o Porto praticamente não existe.
M&P: Como garante a independência das suas delegações?
JM: Está garantida, sem dúvida nenhuma. São editorialmente tuteladas pelo Porto Canal e os jornalistas são escolhidos por nós. Os contratos são explícitos em relação a isso. As entidades nunca quiseram ou podem influenciar o Porto Canal. Podem é sugerir os eventos que podemos cobrir. São eventos que, se o Porto Canal tivesse possibilidade, naturalmente estaria presente porque queremos fazer uma televisão da região para o país. Por isso, queremos dar visibilidade aos eventos que acontecem na região. Em Lisboa vê-se tudo o que acontece porque é mesmo ao lado e não tem custos fazer a cobertura de eventos que, muitas vezes, não têm a importância nem o número de pessoas de eventos que ocorrem noutras regiões. No outro dia fui à Guarda a uma exposição por onde passaram 100 mil pessoas e que o resto do país não conhece. Se fosse em Lisboa ou no Porto não tenha dúvida de que teria uma projecção nacional. Esse eventos vão para programas como o Porto Alive ou o programa da manhã, onde as câmaras, e não só, vêm falar das feiras, festas e actividades culturais. Quem financia os programas da tarde de sábado ou domingo da SIC, RTP e TVI? São as câmaras e ninguém acha que isso ponha causa a independência dos canais.
M&P: A informação já concorre com a dos generalistas?
JM: Não ambiciono nem tenho a ilusão de que vamos ter a mesma audiência da SIC, RTP e TVI mas nesse horário ficamos a frente dos canais de informação e apanhamos muito desse mercado. Temos a Ana Guedes a apresentar o jornal das 20h. Eu apresento à segunda e à sexta. Temos comentadores todos os dias. Estamos a fazer o nosso percurso. Fomos para as 13h e as 20h porque é a essa hora que as pessoas querem ver noticiários. Ao nível da opinião, temos cá o Júlio Machado Vaz, Carvalho Guerra, Daniel Serrão, Pedro Arroja, Jorge Sequeira, Pedro Bacelar Vasconcelos. A partir de Fevereiro, Luís Filipe Meneses estará às sextas a seguir ao jornal com 30 a 40 minutos de comentário sobre actualidade nacional e internacional, com convidados.
M&P: É mais um ex-líder do PSD a ter um espaço de opinião na TV.
JM: No nosso caso é por ter sido presidente de Gaia e candidato à Câmara do Porto. Rui Moreira e Manuel Pizarro foram nossos comentadores. Saíram porque foram candidatos à Câmara do Porto. Os políticos querem manter, quando podem, influência na sociedade quando saem dos cargos que ocupavam.
M&P: Já tem a grelha que idealizou?
JM: Temos um orçamento que nos permite ter esta grelha. Tudo o que quisermos fazer a mais, temos de ir buscar financiamento. A percepção anterior do canal associado ao FC Porto tinha custos porque as grandes empresas que investem em publicidade tinham algum receio em investir no canal, o que era legítimo porque têm clientes de todos os clubes. A partir do momento em que o mercado percepciona o Porto Canal de outra forma, temos capacidade de ir ao mercado financiar programas. Tenho propostas magníficas para novos programas. Tenho muita gente conhecida de Lisboa que quer trabalhar aqui. Mas depois não tenho dinheiro para os programas ou para eles. Um projecto de televisão demora muitos anos. Temos tempo. É uma maratona. Não vai ser num ou dois anos que vamos conseguir pôr o Porto Canal como uma referência, mas é hoje um canal que entrou nas referências das pessoas. Vem cá toda a gente ser entrevistada. Ninguém nos diz não. Temos todas as semanas pessoas importantes a nível nacional. Não me lembro de um primeiro-ministro dar uma entrevista a um canal de cabo.
M&P: Não é o facto de o Júlio Magalhães ser o director e o entrevistador que permite conseguir trazer cá Passos Coelho?
JM: Pode ser mas se fosse um canal só do FC Porto não acredito que estes políticos ou empresários viessem cá. Se fosse a Benfica TV ou a Sporting TV não vinham cá dar entrevistas, a não ser para falar de futebol. O principal argumento não tem a ver com o Júlio Magalhães, mas por ser um canal generalista que faz serviço público.
M&P: Como tem evoluído a captação de publicidade? Como correu o último ano?
JM: A Zon explora a publicidade do Porto Canal. Nós só podemos fazer conteúdos financiados. A Zon, tal como a Meo, Cabovisão e Vodafone, pagam xis por ano para estarmos nas suas plataformas. A Zon, como se percebe, é quem paga mais. No último ano, a partir de Março-Abril, começámos a conseguir conteúdos financiados. Já conseguimos que as marcas olhem para as nossas propostas. Isso dá-nos um acréscimo na grelha que não tínhamos. Temos o programa Saúde no Tacho, onde se explica como cozinhar pratos tradicionais com menos calorias, que corre muito bem e tem financiamento. A Sonae e a JP Sá Couto já fizeram aqui campanhas. Muitas empresas têm rubricas no programa da manhã, com conteúdos que patrocinam. Queremos conseguir ir buscar dinheiro para fazer conteúdos com outro fôlego. Precisamos de programas-âncora, que tenham impacto. Não seria um Big Brother porque custa muito dinheiro, mas que tivesse esse tipo de impacto.
M&P: Que programas-âncora seriam esses?
JM: Tenho um guião e uma proposta para fazer uma novela toda cá no Norte. Onde vou arranjar dinheiro? Não são valores comparáveis com os programas que temos actualmente. Vamos ter um programa sobre automóveis, o Estação de Serviço, onde temos financiamento de várias marcas e vai ser uma coisa com fôlego.
M&P: No meio disto, quantas horas por dia são dedicadas ao FC Porto?
JM: Temos uma hora à noite todos os dias e três flashs por dia de 10 minutos. Depois temos transmissões do hóquei, andebol ou equipa B que ocupam duas horas ao sábado e ao domingo, se houver jogos.
M&P: Esta presença do clube é para manter neste formato ou poderá ser alargada?
JM: É para manter, podemos é potenciar a marca Porto. Por exemplo, temos um programa, o Portistas no Mundo, que é igual ao Portugueses pelo Mundo da RTP. A única diferença é que são portistas. Temos outro, que é o Azul e Branco, que fala de várias profissões de pessoas que são portistas. Estamos a tentar explorar o mais possível o Museu, que será um conteúdo importante. Os conteúdos do FC Porto têm um director próprio que é o Rui Cerqueira.
M&P: Em termos de internacionalização, o Porto Canal quer chegar a novos mercados?
JM: Estamos em Angola e Moçambique. Estamos em França em duas plataformas que apanham também Suíça e Luxemburgo. Queremos agora avançar para outro continente. Na Colômbia a marca Porto é fortíssima. Gostávamos muito de estar na Venezuela porque há muitos portugueses. Queríamos ainda chegar a todos os PALOP.
M&P: Daqui vem uma receita significativa?
JM: Pagam-nos para estarmos presentes. A receita pode não ser significativa, mas a marca Porto está presente. O futuro passa pela internacionalização e por irmos buscar conteúdos ao estrangeiro.
M&P: Costuma ver a Benfica TV?
JM: É raro, porque não tenho. Às vezes vejo aqui. Como canal de clube é bem feito, até porque contrataram bons profissionais. Antes desta fase, quando não estavam lá esses profissionais, era um canal do qual eu era muito crítico porque havia exageros em antena que não beneficiavam a marca Benfica. Vi o último Benfica-Porto e pareceu-me uma transmissão bem conduzida pelo Hélder Conduto. Mas é um canal que não tem nada a ver com o Porto Canal. A nossa guerra é com os canais de informação e generalistas.
M&P: Vem aí a Sporting TV, o Braga também quer um canal. Estes projectos são importantes para os clubes?
JM: São importantes e decisivos. O futuro dos clubes vai passar pelo futebol, que é o centro de tudo, e associado a isso têm de ter uma televisão para projectar o clube. O mesmo acontece com as regiões. Tomara eu que o Porto Canal servisse de exemplo para as regiões criarem os seus próprios canais. Se as regiões não avançarem para este tipo de projectos nunca mais vão ter visibilidade. Os canais de Lisboa não querem saber do país para nada.
M&P: Faz essa acusação com frequência.
JM: Trabalhei la, sei qual é o ADN e os objectivos. Procura-se audiências e ponto final. Os canais de informação, com a crise, tornaram-se em canais onde há um pivô e dois comentadores. O que são esses canais à noite? Futebol. De segunda a domingo há debates sobre futebol nestes três canais. Aparentemente seriam canais para as classes A e B com informação e debates, mas onde se encontram agora apenas comentadores de futebol e ex-políticos. São canais que concorrem entre si principalmente no futebol e de uma forma quase guerreira. Não é para discutir a essência do futebol, mas os árbitros, os adeptos, as polémicas… Isso é que interessa porque dá audiências. Estive lá muitos anos e sei que quando há peças que têm de cair, se houver Benfica, Porto, Sporting e outros clubes, as primeiros a cair são as dos outros clubes. O que interessava era o Benfica. O mesmo se passa com as regiões. Não interessam nada a Lisboa a não ser quando há crimes, tragédias. Há dias perguntava ao presidente da câmara de Matosinhos quantas vezes foi convidado para uma entrevista no último mandato: nenhuma.
M&P: Como viu as mudanças na RTP Porto, nomeadamente a ida da Praça da Alegria para Lisboa e a possibilidade de receber a RTP2?
JM: Foi mais um sinal. A RTP precisa de uma reestruturação grande. Tem muita gente e está dimensionada para uma escala difícil de manter. A RTP Lisboa tem o triplo dos trabalhadores do Porto mas os cortes começam pelo Porto. Não faz sentido começar a reestruturação pelo Porto quando é em Lisboa que está o cerne da questão. Esta administração, pelo que tenho lido, está a fazer um esforço grande. A SIC e a TVI também têm pouca presença no Porto e já não falo do resto do país, por isso não foi um bom movimento por parte da RTP. A RTP tem de ser uma estação do país inteiro e muito voltada para a diáspora. Apesar de tudo, hoje a RTP tem uma capacidade de programação que não tinha antes. Já fui um acérrimo defensor da privatização da RTP mas hoje, com a crise, acho que deve ser reestruturada e manter o serviço público.
M&P: Há muitas caras conhecidas de Lisboa a quererem vir para cá?
JM: Sim. Hoje acontece o que há uns anos seria impensável. As pessoas do Porto iam para Lisboa para terem uma carreira e serem reconhecidas. Ninguém vinha para o Porto. Ainda é assim, mas com a abertura do Porto Canal, e como o mercado de Lisboa está fechado, tive propostas de muita gente. Como a crise se agudizou, as pessoas estão dispostas a vir para cá. Tenho muita gente interessada, não tenho é dinheiro para lhes pagar.
M&P: Ao nível de produtoras, só vale a pena apresentarem-lhe formatos que já tenham financiamento garantido?
JM: Sim. Temos de ser realistas. Podíamos assumir esse risco mas os tempos são outros. A RTP, SIC e TVI dimensionaram-se noutros tempos, meteram muita gente e hoje querem reduzir os recursos humanos e têm despedido muito gente. Não podemos fazer um percurso parecido com o desse tempo. Ou as produtoras nos apresentam propostas que não têm custos para nós ou não temos qualquer possibilidade. Enquanto não consolidarmos o Porto Canal não vamos mudar esse modelo.
M&P: Alguma vez vai conseguir sair deste modelo?
JM: Não tenho dúvidas, o nosso percurso vai ser esse.
M&P: Vai conseguir produzir uma novela?
JM: Vou. Se não for a novela, será um programa com uma dimensão do género. Não tenha dúvida de que o futuro vai pertencer a este tipo de canais. As regiões vão ter de olhar para as instituições que têm. Não podemos continuar a ter uma região do Norte que normalmente combate Lisboa e o centralismo e depois tem as suas contas de publicidade e marketing em Lisboa. Como as TVs estão todas em Lisboa, mesmo as grandes empresas do Norte voltaram-se para os meios de Lisboa.
M&P: Apesar de a Sonae, por exemplo, estar a poucos metros daqui, se quiser alguma coisa….
JM: Mandam-me para Lisboa. Acontece com todas as empresas. A Sonae já esta a olhar para o Porto Canal de uma maneira diferente. Estas grandes empresas têm de contribuir para a força da sua região e a televisão é o meio que mais contribui para essa força.
M&P: Tornou-se evangelizador nestas empresas?
JM: Sim e sinto que a mentalidade está a mudar. Hoje contactamos várias empresas, que sentem que têm de apoiar o Porto canal. Pode não ser com dinheiro mas com conteúdos, inovação. Não tenho nada contra Lisboa. Aliás, considero que as pessoas do Porto e das regiões que vão para Lisboa são as piores.
M&P: Piores?
JM: Muito piores. Rapidamente se deixam enredar nas teias de poder, esquemas, lobbies. Rapidamente se esquecem de defender as suas regiões. Estou a falar de políticos, empresários, jornalistas. Mesmo os políticos do Porto têm esta tentação de governar para agradar a Lisboa. O mesmo acontece com os empresários. Isto agora tem de mudar. Porque é que Lisboa consegue ter este ascendente sobre o país? Porque tem televisão. Os ministros saem do governo e querem ir para comentadores de TV. E vão todos. A mesma coisa acontece com os autarcas de Lisboa. Não me esqueço que a primeira entrevista que Rui Moreira deu depois de ser eleito foi ao Correio da Manhã e à SIC. Foi para Lisboa a correr dar entrevistas.
M&P: Está aqui a longo prazo?
JM: Espero acabar aqui a minha carreira. É o projecto da minha vida. Não encontra ninguém que tenha deixado o jornal de maior audiência do país e o professor Marcelo para ir para um canal que estava a começar no Porto. Toda a gente me pergunta se eu estava maluco para fazer esta mudança. Até o Jerónimo de Sousa, quando cá veio, me perguntou isso. Gostava que o Porto Canal se tornasse na principal marca de comunicação social do Porto.
 
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1 comentário:

AZUL DRAGÃO disse...

Li , com atenção ,
a entrevista do Juca Magalhães e
compreendo perfeitamente as opções tomadas.


Abraço